sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Envydust

Postado por Gabriele Mendonça às 04:22
Relações afetivas doentias causam danos irreparáveis, sejam entre pais e filhos ou entre casais. Depois de terem se consumido por dentro, dar um fim à carne se torna um mero detalhe. Você acorda e se percebe incapaz. Quantas vezes já tentaram lhe mostrar isso sem você se dar conta? Sua constatação é reforçada pelas pessoas que lhe rodeiam, e isso só faz aumentar o sofrimento. Frente à derrota, o mais honesto é relaxar os braços e permitir que ela lhe afague. Problemas são como doenças contagiosas: se você não souber controlar, acaba envolvendo outras pessoas. Mesmo assim, ainda há quem prefira se esconder atrás de uma fortaleza de papel ao invés de encarar o problema de frente, evitando que ele se torne ainda maior. Parafraseando Stephen King: "uma vez que os dominós começam a cair, quem sabe onde as coisas vão parar?" A mentira é traiçoeira. Cria uma cadeia de falsidade que te alimenta e mantém vivo, mas depois te leva ao chão. A ânsia pela verdade inevitavelmente traz à tona fatos que nós preferimos nunca termos tomado conhecimento. Quem disse que as novidades são sempre bem vindas? Quando sofrer já não significa nada, amar perde o sentido. Chegou à hora! O fim da crueldade, das mentiras e dissimulações. É realmente indescritível o alívio de dormir o sono dos justos, sabendo que ser melhor do que nada não é suficiente. Pro causador da confusão fica sempre mais fácil acreditar num recomeço. Mas às vezes as marcas deixadas são profundas o suficiente para destruir as esperanças. Nesse caso só nos resta crer que fizemos a melhor escolha, com a certeza de termos sido justos durante todo o percurso.Vivendo sozinhos, esquecemos muitas coisas que já nos foram corriqueiras. Desenvolvemos uma maneira própria de viver. Coisas que não entendemos acabam indo pro fundo de nosso pequeno baú de memórias. É difícil ter que reaprender tudo em tão pouco tempo e depois ser largado para caminhar com as próprias pernas novamente. 

2 comentários:

Filipe on 18 de fevereiro de 2012 10:23 disse...

Muito bonito teu texto, não sabia que eras assim!

Anônimo disse...

Muito bom seu blog...

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